quinta-feira, 22 de julho de 2010

"Onda Amarela" começa a se espalhar por MS

Durante a tarde desta quinta-feira (22), o fenômeno denominhado "Onda Amarela" (#ondaamarela) teve início em Campo Grande - MS. O comitê (14 de Julho, 608) do deputado estadual Youssif Domingos (#youssifdomingos) foi palco para a adesivagem de mais de 50 carros, que passam a carregar o slogan de campanh
a "Minha bandeira é a nossa gente!".

Mais de 100 pessoas passaram pelo comitê esta tarde, é o início da "Onda Amarela", que o próprio deputado Youssif Domingos garante: "vai tomar conta de Mato Grosso do Sul". Ainda de acordo com o parlamentar, até dia 31 de julho Campo Grande é prioridade.

A inauguração do comitê, situado na rua 14 de
Julho, 608, está marcada para o dia 10 de agosto,
às 20h. Para Youssif "Começou pra valer! Será uma campanha simples, mas organizada. Sem oba oba".

O deputado estadual Youssif Domingos é candidato à reeleição e apoia Andrá Puccinelli para governador (15), Moka (151) e Murilo para o senado (255) e Serra para presidente (45).

segunda-feira, 14 de junho de 2010

“Intolero” à intolerância religiosa

Possíveis diálogos:

- Qual é a sua religião?

- Sou católico.

- Bacana!

Opção 2:

- Qual é a sua religião?

- Sou evangélico.

- Deus abençoe irmão!

Opção 3:

- Qual é a sua religião?

- Sou candomblessista.

E os outros dois respondem:

(1)- Créééédo!!!

(2)- Tá amarrado em nome do senhor!!!

Reconhecido como religião no dia 15 de janeiro de 1976, pelo então Governador do Estado da Bahia, Roberto Santos, o Candomblé ainda vive seus dias de marginalidade. No período do Estado Novo, por exemplo, entre 1937 e 1945, foi proibido por lei e seus adeptos foram perseguidos e presos pela polícia. Os tempos são outros, os perseguidores também.

A história do candomblé no Brasil é dividida de acordo com a distribuição dos escravos no território brasileiro. Antes da abolição da escravatura o candomblé já existia, mas não com essa nomenclatura. Eram as várias religiões tradicionais africanas, trazidas pelos escravos da África e praticadas nas senzalas ou em lugares afastados no meio da mata. Eram chamados de batuque de negros.

Três princesas africanas (Adetá ou Iyá Detá, Iyá Kalá, Iyá Nassô), vindas de Oyó e Ketu na condição de escravas, fundaram um terreiro de candomblé em um engenho de cana. Posteriormente, passaram a reunir-se num local denominado Barroquinha em Salvador, onde fundaram uma comunidade de Jeje-Nagô pretextando a construção e manutenção da primitiva Capela da Confraria de Nossa Senhora da Barroquinha, atual Igreja de Nossa Senhora da Barroquinha que, segundo historiadores, efetivamente conta com cerca de três séculos de existência. Vale salientar: três séculos de existência!

Fundada em 1977, por Edir Macedo, a Igreja Universal do Reino de Deus se tornou o terceiro maior grupo pentecostal do Brasil e está presente em quase 200 países, segundo a instituição. Mais disseminada nos países de língua portuguesa, a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) é uma igreja cristã protestante de tendência neopentecostal, com sede mundial no Rio de Janeiro - no Templo da Glória do Novo Israel, localizada no bairro carioca de Del Castilho.

Em poucos anos, a Igreja Universal cresceu e, após oito anos de fundação, dispunha de 195 templos em 14 estados brasileiros e no Distrito Federal. Em 2009 (mais de trinta anos após sua fundação), a IURD possuía no Brasil mais de cinco mil templos e dez milhões de fiéis que seguem quase 15 mil pastores.

Os cultos afro-brasileiros foram perseguidos e criminalizados durante longo período da história brasileira. Em um país de maioria absoluta de católicos, as práticas religiões de matrizes africanas foram duramente perseguidas pelas delegacias de costumes até a década de 60 do século XX. Ainda sob outras denominações, a umbanda estava incluída no rol dos inimigos do catolicismo já nos anos 40.

Devido a proliferação das religiões de matrizes africana, a Igreja Católica chegou a criar em 1952 um Secretariado Especial da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, com o objetivo de enfrentar o crescimento do número de fiéis do candomblé, umbanda e demais “cultos mediúnicos”. Tal subdivisão foi denominada de Secretariado Nacional de Defesa da Fé.

Para os católicos, o homem brasileiro (comumente chamado de “homem de cor”) praticante de umbanda encontrava-se em uma situação marcada pela miséria material e moral. Exemplo desse posicionamento está na entrevista dada em 1957 pelo arcebispo de Porto Alegre, Dom Vicente Scherer, à Rádio Gaúcha sobre as atividades da Umbanda no Rio Grande do Sul e transcrita na revista da arquidiocese de Porto Alegre.

“A Umbanda é a revivescência das crendices absurdas que os infelizes escravos trouxeram das selvas de sua martirizada pátria africana. Favorecer a Umbanda é involuir, é aumentar a ignorância, é agravar doenças”, disse Dom Vicente Scherer.

Mesmo não sendo mais vítimas dessa perseguição pelas autoridades constituídas, a partir do final do século XX começaram a sofrer com ataques sistemáticos movidos por igrejas neopentescostais. Estes ataques vão desde manifestações de intolerância em cultos e programas religiosos (como os da Igreja Universal do Reino de Deus e do pastor R. R. Soares) podendo chegar até mesmo às agressões físicas contra praticantes dos cultos afro-brasileiros.

“Submetida a um pacto de silêncio, a discriminação e violência históricas contra pessoas adeptas de religiões de matriz africana, sofre de profunda invisibilidade no debate educacional. As denúncias apontam que ela vem aumentando em decorrência do crescimento de determinados grupos neopentecostais nas periferias das cidades e de seu poder midiático; da ambigüidade das políticas educacionais com relação à defesa explicita da laicidade do Estado e do insuficiente investimento na implementação da lei 10.639/2003 que tornou obrigatório o ensino da história e da cultura africana e afro-brasileira em toda a educação básica”, afirma Denise Carreira, Relatora Nacional de Educação.

Lucas Junot - 11-6-2010

quarta-feira, 9 de junho de 2010

F de insucesso, malogro, aborto, fracasso

Já faz algum tempo desde a última vez que escrevi neste Blog ridículo que apenas eu leio. Por ser ridículo e por ter apenas hum leitor assíduo, permito-me expressar qualquer besteira em forma de texto. Aqui vai mais uma delas.

Que coisa estranha é a vida da gente. Ou pelo menos a minha. Lembro-me de que ria muito e lembram-me por fazer muitas pessoas rirem. Acontece que de algum tempo pra cá tenho esquecido de rir e faço um esforço imenso para fazer alguém rir.

Parece aquelas crises de adolescente - talvez até seja, considerando que sou bem jovem -, aquela sensação de que algo está faltando para que o dia termine com o bom e velho sentimento de "dever cumprido". Recentemente descobri o pior deles, dos sentimentos. FRUSTRAÇÃO é o nome dele.

Quando se está entre várias pessoas e ainda sim se sente sozinho, solitário com um enorme emaranhado de sentimentos seus, só seus, que se quer podem ser descritos com palavras, qual é o sentimento que te arrebata de imediato? FRUSTRAÇÃO!

Quando sua vida lhe oferece todas as condições para agarrar com unhas e dentes a tão sonhada "felicidade": você tem pais e filho maravilhosos, saúde, fé, um bom emprego, estudo, considerável aparência física, bom coração, colegas divertidos, um carro que não enguiça, uma cama confortável, um teto, uma infinidade de coisas... mas ainda sim sente que falta algo. O que você sente? FRUSTRAÇÃO! Porra! Nem você mesmo sabe o que falta, mas SENTE que falta!

Que FRUSTRAÇÃO é sentir-se FRUSTRADO.

A FRUSTRAÇÃO me enlouquece,
Não importa onde eu vá ou o que eu faça,
Quando menos espero, de dentro de mim ela emerge,
É como o vinho, sangra, avermelhando toda a taça...

Desgraça! Que sentimento ruim me faz sentir assim?
Como um caçador que desconhece sua presa,
Que corre pela mata em sua busca sem fim,
Corra! Fique atento! A busca aguça sua destreza...

No final do dia retorna ao seu acampamento,
Busca infrutífera! Pobre coitado!
Amarga no peito um único sentimento,
Viver sozinho, um eterno caçador, FRUSTRADO!

Lucas Junot

segunda-feira, 22 de março de 2010

Manual de instruções para lidar com mulheres modernas

Evite ser Traído - Arnaldo Jabor

Para as mulheres, uma verdade! Para os homens, a realidade.


Assim, após um processo 'investigatório' junto a essas 'mulheres modernas' pude constatar o pior.
VOCÊ SERÁ (OU É???) 'corno', ao menos que:

- Nunca deixe uma 'mulher moderna' insegura. Antigamente elas choravam. Hoje elas simplesmente traem, sem dó nem piedade.

- Não ache que ela tem poderes 'adivinhatórios'. Ela tem de saber da sua boca o quanto você gosta dela. Qualquer dúvida neste sentido poderá levar às conseqüências expostas acima.

- Não ache que é normal sair com os amigos (seja pra beber, pra jogar futebol) mais do que duas vezes por semana, três vezes então, é assinar atestado de 'chifrudo'. As 'mulheres modernas' dificilmente andam implicando com isso, e se implicar uma vez e depois não se importar mais.... atenção!! Aí tem!!! Entretanto, elas são categoricamente 'cheias de amor pra dar' e precisam da 'presença masculina'. Se não for a sua meu amigo.... Bem... com certeza será de outro. Mulheres assim nunca ficam sozinhas! Pelo contrário tem sempre no mínimo 3 na fila.
- Quando disser que vai ligar, ligue, senão o risco dela ligar pra aquele ex é grandessíssimo.

- Satisfaça-a sexualmente. Mas não finja satisfazê-la. As 'mulheres modernas' têm um pique absurdo em relação ao sexo e, principalmente dos 25 aos 45 anos... Bom, nem precisa dizer que se não for com você....

- Lhe dê atenção. Mas principalmente faça com que ela perceba isso. Garanhões mau (ou bem) intencionados sempre existem, e estes quando querem são peritos em levar uma mulher às nuvens. Então, leve-a você, afinal, ela é sua ou não é????

- Nem pense em provocar 'ciuminhos' vãos. Como pude constatar, mulher insegura é uma máquina colocadora de chifres.

- Em hipótese alguma deixe-a desconfiar ou imaginar o fato de você estar olhando para outra. Essa mera suposição da parte delas dá ensejo a um 'chifre' tão estrondoso que quando você acordar, meu amigo, já existirá alguém...

- Sabe aquele bonitão que você sabe que sairia com a sua mulher a qualquer hora? Bem... de repente a recíproca também pode ser verdadeira. Basta ela, só por um segundo, achar que você merece... Quando você reparar... já foi.

- Tente estar menos 'cansado'. A 'mulher moderna' também trabalhou o dia inteiro e, provavelmente, ainda tem fôlego para muita coisa.

- Volte a fazer coisas do começo da relação. Se quando começaram a sair trocavam e-mails ou telefonemas, a chance dela gostar disso é muito grande, e a de sentir falta disso então é imensa. A 'mulher moderna' não pode sentir falta dessas coisas... senão...

Bem amigos, aplica-se, finalmente, o tão famoso jargão 'quem não dá assistência, abre concorrência e perde a preferência'.
Desse modo, se você está ao lado de uma mulher de quem realmente gosta e tem plena consciência de que, atualmente o mercado não está pra peixe (falemos de qualidade), pense bem antes de dar alguma dessas 'mancadas'...
Proteja-a, ame-a, e principalmente, faça-a saber disso.
Ela vai pensar milhões de vezes antes de dar bola pra aquele 'bonitão' (ou aqueles bonitões) que vive (vivem) enchendo-a de olhares... e vai continuar, sem dúvidas, olhando só pra você!!!

Quem não se dedica, se complica. Como diz a música:
'MULHER NÃO TRAI, SE VINGA'

terça-feira, 16 de março de 2010

Dia de Oxum é patrimônio imaterial no Rio de Janeiro














Uma lei sancionada pelo governador Sérgio Cabral e publicada no Diário Oficial de sexta-feira (cinco de março) transforma o Dia de Oxum, comemorado no dia 8 de dezembro, em patrimônio imaterial do Estado do Rio de Janeiro. A nova norma, de autoria do deputado Átila Nunes (DEM), determina que festejos deverão ser programados e realizados pelas secretarias de Turismo e Ciência e Cultura e incluídos no calendário oficial e turístico do estado.

 

Vários símbolos afro-brasileiros ultrapassaram a ligação com determinadas religiões. Você não precisa ser budista para ter admiração pelos ensinamentos de Buda, por exemplo, e isso acontece com muita regularidade com símbolos das religiões afro-brasileira. “A Candelária e o Cristo deixaram de ser somente monumentos católicos para se tornarem referências do Rio, como a festa de Iemanjá passou a ser uma comemoração carioca. É importante preservar essas manifestações, e as celebrações para Oxum já são típicas na cidade há mais de 300 anos”, Ressalta o parlamentar Átila Nunes.

 

Segundo o deputado Átila, a proposta só enfrentou resistência da bancada evangélica: “O Brasil confunde o religioso com a cultura. O importante é que a gente preserve e celebre os grandes símbolos de todas as religiões, como São Jorge, por exemplo. A minha maior dificuldade na Alerj foi na bancada evangélica. Mas, é importante reconhecermos as diferentes manifestações. O dia de Oxum também é dedicado a Nossa Senhora da Conceição”.

 

Oxum é um orixá feminino ligado ao amor de mãe e que domina os rios e as cachoeiras. Segundo as lendas, ela adora ricas vestes e objetos de uso pessoal, como colares, jóias, perfumes. Sua imagem é associada à maternidade e à fertilidade. Quando uma mulher tem dificuldade para engravidar é à Oxum que se pede ajuda. Além disso, ela tem funções de cura, e é o orixá do ouro, da riqueza e do amor.

 

Também na sexta-feira (5/3), a Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro sediou o I Encontro Sobre Políticas Públicas para Comunidades de Terreiros. O encontro, que contou com a presença do ministro da Igualdade Racial, Edson Santos, teve como intuito debater o Plano Nacional de Proteção à Liberdade Religiosa e de Promoção de Políticas Públicas para as Comunidades Tradicionais de Terreiro (PNCT). O Plano visa a combater a intolerância religiosa e assegurar a efetivação do direito à liberdade de consciência e de crença.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

O Candomblé chorou... e ...



Em novembro de 2006 o anime "Yansan" de Carlos Eduardo Nogueira faturou o título de melhor filme do 14 Anima Mundi, entre outros prêmios. A princípio fiquei contente por ver minha religião ganhar projeção como produto de um festival mundial de animação.



Oyá - como também é chamada devido a um rio situado na Nigéria - é DIVINDADE (observe-se o peso da palavra) dos ventos, das tempestades. Conta a mitologia Yorubá que foi a primeira das esposas de Xangô e tinha como característica um temperamento impetuoso.

O itã (lenda) conta que Xangô enviou-a em missão na terra dos Baribás, afim de buscar um preparado que, uma vez ingerido, lhe permitiria lançar fogo e chamas pela boca e pelo nariz. Oyá, desobedecendo as instruções do esposo, esperimentou esse preparado, tornando-se também capaz de cuspir fogo, para grande desgosto de Xangô, que desejava guardar só para sí este terrível poder.

Oyá foi, no entanto, a única das mulheres de Xangô que, ao final do seu reinado, seguiu-o na sua fuga para Tapá. E, quando Xangô recolheu-se para baixo da terra, em Kossô, ela fez o mesmo em Irá.

Antes de se tornar mulher de Xangô, Oyá tinha vivido com Ogum. A aparência do Deus do ferro e dos ferreiros causou-lhe menos efeito que a elegância, o garbo e o brilho do Deus do trovão. Ela fugiu com Xangô, e Ogum, enfurecido, resolveu enfrentar o seu rival; Mas este último foi à procura de Olodumarè, o Deus supremo, para lhe confessar que havia ofendido Ogum. Olodumarè interveio junto ao amante traído e recomendou-lhe que perdoasse a afronta. E explicou-lhe: "Você, Ogum, é mais velho do que Xangô! Se, como mais velho, deseja preservar sua dignidade aos olhos de Xangô e aos dos outros Orixás, você não deve se aborrecer, nem brigar; deve renunciar a Oyá sem recriminações". Mas Ogum não foi sensível a esse apelo, dirigido aos sentimentos de indulgência. Não se resignou tão calmamente assim, lançou-se à perseguição dos fugitivos e trocou golpes de várias mágicas com Oyá, que foi então, dividida em nove partes. Este número nove, ligado a Oyá, está na origem de seu nome Yansan encontramos esta referência no ex-Daomé, onde o culto de Oyá é feito em Porto Novo, sob o nome de Avesan, no bairro Akron (Lokoro dos Yorubás) e sob o de Abesan, mas ao norte, em Baningbê. Esses nomes teriam por origem a expressão ABORIMESAN ("com nove cabeças"), alusão aos supostos nove braços do delta do Níger.

Uma outra indicação da origem deste nome nos é dada pelo itã da criação da roupa de Egungun (espírito ancestral) por Oyá. Roupa sob as quais, em certas circunstâncias, os mortos de uma família voltam à terra a fim de saudar seus descendentes. Oyá é o único Orixá capaz de enfrentar e de dominar os Egungun.

Oyá lamentava-se de não ter filhos. Esta triste situação era consequência da ignorância a respeito das suas proibições alimentares. Embora a carne de cabra lhe fosse recomendada, ela comia a de carneiro. Oyá consultou um Babalawo ("pai do segredo"), que lhe revelou o seu erro, aconselhando-a a fazer oferendas, entre as quais deveria haver um tecido vermelho. Este pano, mais tarde, haveria de servir para confeccionar as vestimentas dos Egungun. Tendo cumprido esta obrigação, Oyá tornou-se mãe de nove crianças, o que se exprime em Yorubá pela frase: "iyá omo mesan", origem de seu nome Iyansan.

Quanto ao seu outro nome Oyá, há uma lenda que faz alusão à sua origem, explicando-a por um jogo de palavras. Nela se conta "como uma cidade chamada Ipô estava ameaçada de destruição, envadida pelos guerreiros Tapás. Para preservá-la foi feita uma oferenda das roupas do rei dos Ipôs. Este traje era de tal beleza que as galinhas do lugar puseram-se a cacarejar de surpresa - razão pela qual - diz-se gravemente na lenda, as galinhas cacarejam até hoje, sempre que estão em presença de qualquer coisa estranha. Este prestigioso traje foi rasgado (Yá) em dois para servir de almofada de apoio às cabaças de oferendas. Apareceu então, misteriosamente, uma água que se espalhou (Yá), inundando os arredores da cidade e afogando os agressores Tapás. Quando os habitantes de Ipô procuraram um nome para este rio que surgiu e se espalhou, Yá, quando as roupas foram rasgadas, Yá, decidiram chamá-lo Odò Oyá.

Existe uma lenda, conhecida na África e no Brasil, que explica de que maneira os chifres de búfalo vieram a ser utilizados no ritual do culto de Oyá-Yansan:

"Ogum foi caçar na floresta. Colocando-se à espreita, percebeu um búfalo que vinha em sua direção. Preparava-se para matá-lo quando o animal, parando subitamente, retirou a sua pele. Uma linda mulher apareceu diante de seus olhos. Era Oyá-Yansan. Ela escondeu a pele em um formigueiro e dirigiu-se ao
mercado da cidade vizinha. Ogum apossou-se do despojo, escondendo-o no fundo de um depósito de milho, ao lado de sua casa, indo, em seguida, ao mercado fazer a corte à mulher-búfalo. Ele chegou a perdir-lhe em casamento, mas Oyá recusou-se inicialmente. Entretanto, ela acabou aceitando, quando, de volta à floresta não mais achou a sua pele. Oyá recomendou ao caçador não contar a ninguém que, na realidade, ela era um animal. Viveram bem durante alguns anos. Ela teve nove crianças, o que provocou o ciúme das outras esposas de Ogum. Estas, porém, conseguiram descobrir o segredo da aparição da nova mulher. Logo que o marido se ausentou, elas começaram a cantar: "má gje, má mu, awo re nbe ninú aká", "você pode comer e beber (e exibir a sua beleza), mas a sua pele está no depósito (você é um animal)".

"Oyá compreendeu a alusão; encontrando a sua pele, vestiu-a e, voltando à forma de búfalo, matou as mulheres ciumentas. Em seguida, deixou os seus chifres com os filhos, dizendo-lhes (em caso de necessidade, batam um contra o outro, e eu virei imediatamente em vosso socorro). É por essa razão que chifres de búfalos são sempre colocados nos locais consagrados a Oyá-Yansan".

A mitologia Yorubá é carregada de significados e simbolismos. Trata-se de uma cultura de grande riqueza, além de ser milenar.

Revoltei-me quando assisti o anime "Yansan". Ví uma total falta de conhecimento acerca da mitologia Yorubá. Por isso fiz questão de digitar letra a letra os itã mencionados no curta metragem para que o leitor possa valer-se do seu senso crítico com mais propriedade.

O candomblé é uma religão animista, das mais antigas do mundo. Confesso que os traços do filme são bem feitos, mas os estereótipos atribuídos aos personagens são de total mau gosto, além de estarem impregnados de vulgaridade.

Lamento profundamente o desconhecimento, lamento a ignorância, lamento o despreparo, lamento o preconceito, lamento a injustiça, lamento tudo que foi mostrado neste vídeo depreciativo e mal-intencionado.

Essa difamação foi muito disseminada pelo mundo. Tantas pessoas, assim como eu, trabalham, estudam e se preparam por anos e anos para levar para o horizonte as belezas do candomblé, e repentinamente sem qualquer conhecimento de causa um diretor nos derruba como a uma formiga que sobe pela parede. Lamento...

mais informações sobre a injúria taxada de filme no endereço: http://www.stoneagescanners.com/edu/yansan/ para ver o vídeo acesse: http://www.portacurtas.com.br/Filme.asp?Cod=4839



terça-feira, 13 de outubro de 2009

Existem coisas que outras universidades não proporcionam...

Iniciei minha caminhada acadêmica em uma universidade particular, na cidade de Campo Grande - MS. Tempos depois, diante de alguns impedimentos financeiros, tomei uma decisão: fiz uma prova a fim de concorrer a uma das pouquissimas vagas oferecidas para transferência na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul.
Passei em quarto lugar, em meio a vinte e tantos candidatos. No começo me senti aliviado. Pouco depois um tanto descontente. Atualmente chocado. Uma universidade com uma estrutura predial homérica, tenho que reconhecer. Professores qualificados, desmotivados talvez... mas ainda sim qualificados.

Minha experiência na universidade particular foi bastante proveitosa. Laboratórios de primeira, maquinários fantásticos e professores ótimos também.

Certa vez me questionaram: "O que você acha que é a diferença mais gritante?".

Pensei muito antes de responder... maquinários, laboratórios e essas coisas não são a mais gritante das diferenças. Isso é o óbvio.

Talvez o senso crítico apurado, os debates travados entre os acadêmicos nos corredores, e principalmente o objetivo buscado na academia sejam o que há de mais gritante, respondi.

No entanto semana passada descobri o que há de mais gritante. Sempre andei pela universidade e peguei-me com as solas do sapato encobertas por uma espessa camada de fezes de capivara. Eu sempre soube que elas existiam por ali, frequentemente as via de longe. Semana passada as encontrei e eu estava com uma câmera fotográfica em punho! Registrei algumas imagens e resolvi compartilhá-las com o mundo. [risos]
Que bixos curiosos são as capivaras! A capivara costuma viver em regiões às margens de rios e lagos, visto que utilizam a água como refúgio dos predadores, pois conseguem ficar submersas por alguns minutos. Esta espécie animal possui uma grande agilidade para nadar, além de ser o maior animal entre os roedores. Uma fêmea costuma gerar, em cada gestação, de 2 a 8 filhotes. Esses bixos alimenta-se de capim, ervas e outros tipos de vegetação encontradas nas beiras de rios e lagos.

Esses bixinhos possuem dentes incisivos que podem chegar a medir 7 cm, um animal adulto pesa em média 80 kg, mede em média 1,20 metros e pode viver 15 a 20 anos.

Podemos encontrar capivaras em diversas regiões da América do Sul e Central e especialmente na UFMS.